Entramos pra Brumadinho por um parque da Serra do Rola Moça (reza a lenda de que esse nome foi dado porque há muitos anos, quando ainda era toda de terra, um casal que tinha acabado de casar e estava voltando a cavalo para casa, com a noiva ainda vestida a caráter, o cavalo tropeçou e a moça saiu rolando, o noivo desesperado foi tentar salvar e caiu também), pois bem, a serra é simplesmente surreal. O que ouvimos lá e repasso aqui é que as curvas são tão doidas e fechadas, com penhasco do lado, que quando se está fazendo a curva, somos capazes de ver a placa do próprio carro pelo retrovisor. Rs. Mas olha, é especial.
Era noite, não passava carro quase nenhum, tem que manter uma velocidade de no máximo 40km/h (eu surtei, quase fiz as necessidades na calça e só deixei o Thi andar no máximo a 30, rs de novo), caminhão nem pensar e então olhamos e lá embaixo cheia de luzinhas estava BH. Lindo demais! Só indo pra sentir e ver e entender...
Enfim chegamos na pousada e eu já não queria mais ir embora daquele lugar. A pousada chama Verde Folhas e quem for pras bandas de lá eu super indico. É totalmente acessível no preço, os donos são gente boa demais, fomos recebidos pelo Zé Felipe e sua mãe Andreia (pessoas lindas por dentro e por fora e super especiais).
A nossa intenção ao ir pra Brumadinho era conhecer o Inhotim. Sem palavras. Que orgulho! Que orgulho mesmo saber que no nosso Brasil temos um lugar tão intenso de arte, cultura e lazer integrados em um parque sensacional. Tudo de bom.
Antes de ir, procurando saber sobre o parque descobri que um dia era pouco pra conhecer tudo e decidimos que visitaríamos em dois dias. Fomos na terça e estava muito cheio, mas apesar disso não estava insuportável, foi legal ver tantas pessoas interessadas em conhecer. Descobrimos também que dia de terça é gratuito.
Na terça aconteceu uma coisa bem interessante, chegamos tarde, quase as duas e eu com meu dedo quebrado. Existe uma opção de pagar a mais por um serviço que em alguns lugares você pega um carrinho pra andar de uma obra para outra. Eu super indico, não só pelo conforto já que eu estava com o pé quebrado mas lá se anda muito. Decidimos que por já estar tarde (lá fecha as 16h30 dia de semana) íamos pagar pelo serviço só na quarta (são vinte reais por pessoa), quando de repente surge uma menina de uns 18 anos, cruzeirense, e pergunta se nós iríamos entrar. Acho que ela viu meu pé e resolveu ser gentil e recebendo a resposta afirmativa de que íamos entrar ela doou sua pulserinha já que estava indo embora. E como éramos em três ela foi e voltou com mais duas. Gentileza! Na quarta fomos de novo e foi super tranquilo, estava bem vazio e conseguimos ver muita coisa. Nunca da pra ver tudo, mas vimos tudo que queríamos.
É isso, resumido, foi demais!
De lá fomos pra Ouro Preto, que é bem pertinho. Agora estamos no Rio, em Trindade. Coisa de louco! Mas ta difícil internet por aqui, por isso o atraso nas atualizações e a falta de fotos nesse post!
Hoje completam 30 dias fora de casa e quase 6mil quilômetros rodados!!!
❤️
